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Fonte: Site Saúde Business 365

Organizações de saúde recorrem à tecnologia para reduzir o abrangente e caro impacto da diabetes

Empresas de tecnologia estão se aventurando no mercado de diagnósticos e tratamento da diabetes. Os pacientes já podem usar smartphones para monitorar suas condições. Além das lentes de contato do Google, ainda em desenvolvimento, outras empresas estão criando pâncreas biônicos e explorando genomas para controlar diabetes.

Vamos ver alguma das tecnologias atualmente em uso:

Lentes inteligentes
No começo desde ano, o Google revelou seu projeto de lentes de contato inteligentes, “desenvolvidas para medir níveis de glicose nas lágrimas por meio de um minúsculo chip wireless e um sensor de glicose em miniatura embutidos entre duas camadas de material de lente de contato”. O desenvolvedor também está investigando a possibilidade de luzes de LED integradas apontarem quando o nível de glicose tiver ultrapassado ou estiver muito abaixo dos padrões.

“Estamos conversando com o FDA, mas ainda há muito trabalho pela frente para tornarmos essa tecnologia em um sistema que as pessoas possam usar. Não vamos fazer isso sozinhos: planejamos buscar parceiros especializados em levar esses produtos ao mercado”, escreveram os co-fundadores do projeto, Brian Otis e Barbara Parviz, no blog do Google. “Esses parceiros usarão nossa tecnologia para uma lente de contato inteligente e para desenvolver aplicativos que tornem os resultados do medidor disponíveis para usuário e seu médico”.

Pâncreas biônico
Engenheiros da Universidade de Boston criaram um sistema fechado de pâncreas biônico, que usa monitoramento contínuo de glicose e entrega subcutânea de insulina e glucagen de ação rápida, como indicado por um algoritmo. O sistema, atualmente sendo testado em pacientes com diabetes Tipo 1 no Hospital Geral de Massachusetts, pode, um dia, tornar realidade o controle automático da glicose no sangue, de acordo com o blog do desenvolvedor.

O pâncreas criado pelo homem toma uma decisão sobre as doses de insulina e glucagen a cada cinco minutos. Pâncreas biônicos anteriores não eram capazes de administrar glucagen, que aumenta a glicose no sangue em caso de hipoglicemia.

“Alcançar e manter concentrações quase normais de glicose no sangue é crítico para o longo prazo da saúde do diabético. Infelizmente, a terapia necessária para alcançar este objetivo é extremamente exigente, e demanda verificações frequentes do nível de glicose no sangue e múltiplas injeções diárias de insulina ou o uso de uma sonda de insulina”, escrevem os pesquisadores. “Mesmo com os melhores métodos atuais de administração de insulina, é quase impossível evitar completamente a hipoglicemia ou a hiperglicemia”.

Melhor aderência ao medicamento
A Accountable Care Organization of Greater New York (ACCGNY) e a AllazoHealth são parceiras em um projeto-piloto que busca melhorar a aderência aos medicamentos entre os beneficiários do Medicare na ACCGNY. Muitas das pessoas nesse grupo são idosas e/ou tem deficiência mental ou física, e muitos deles têm múltiplas condições, incluindo diabetes, hipertensão, epilepsia e/ou hiperlipidemia. O piloto, que recebeu em 2014, US$ 91.914 de patrocínio do Pilot Health Tech NYC, irá utilizar o AllazoEngine, da AllazoHealth, para determinar quais pacientes têm mais em risco de não tomar os medicamentos receitados e para prever quais intervenções são mais prováveis para promover a aderência.

Equipes clínicas irão utilizar esses resultados para entregar intervenções de pacientes por telefone ou visitas pessoais. A ferramenta analítica baseia seus resultados nos dados de queixas registradas no ACCGNY. Além de reduzir gastos médicos, o piloto deve melhorar os cuidados aos pacientes diabéticos dependentes da insulina.

“Nosso objetivo é oferecer tratamento de alta qualidade, com preço acessível, aos nossos beneficiários Medicare. A parceria com a AllazoHealth nos oferece as ferramentas para melhorar a aderência de nossa população aos medicamentos e a reduzir custos médicos”, disse Gabriel Luft, diretor executo da ACCGNY, em uma declaração.

Mentores virtuais
Ex-jurado do American Idol, Randy Jackson se juntou a empresa de bem-estar e saúde digital, Everyday Health, para criar recursos voltados para o consumidor sobre diabetes em uma plataforma chamada “Diabetes Step by Step” [Diabetes passo a passo].

Jackson oferece blogs, vídeos e um programa de conscientização sobre diabetes, que deve ser exibido em algumas cidades dos EUA até Novembro – Mês da Diabetes nos EUA.

Jackson, que foi diagnosticado com diabetes Tipo 2 em 1999, escreveu sobre sua experiência em Body With Soul: Slash Sugar, Cut Cholesterol, and Get a Jump on Your Best Health Ever. Ele também tem atuado como porta-voz da campanha “Heart of Diabetes”, do American Heart Association. “Diabetes é uma questão muito próxima de mim e essa é uma ótima oportunidade de educar as pessoas sobre a prevenção e o controle da doença”, disse Jackson em uma declaração.

Monitores Inteligentes
Eles já foram máquinas enormes e pesadas, hoje, os monitores de glicose são tão portáteis quanto um iPhone. Fornecedores como o Gmate, integram um aplicativo e um medidor inteligente que se conecta a entrada de fone do iPhone, e mede e exibe os níveis de glicose no sangue do paciente.

O Gmate Smart é compatível com as versões 3GS, 4, 4S e 5 do iPhone; com o iPod Touch de 4ª geração; além do iPad e iPad 2. O usuário baixa o aplicativo no iTunes, insere o dispositivo da Gmate e a faixa de coleta, aplica a amostra de sangue e vê os resultados na tela do dispositivo Apple.

Big Data
Pesquisadores, investidores e fornecedores estão explorando as conexões entre um host de possíveis causas e efeitos da diabetes graças às poderosas e baratas ferramentas de análises de big data. A ação para acabar com silos e combinar diversos estudos e pesquisas para buscar tendências em piscinas maiores de casos está gerando programas-piloto, realojamento de recursos e benefícios adicionais.

A startup Databetes, fundada por uma pessoa com diabetes Tipo 1, utiliza uma abordagem direcionada por dados para o monitoramento da diabetes, que combina aplicativos e smartphones, assim como dados de alimentos e estilo de vida, para ajudar pacientes a gerenciar a condição. A Explorys e a Accenture estão colaborando em uma iniciativa para melhorar a abordagem da saúde populacional para cuidados com diabetes.

Aplicativos de gerenciamento

Existe mais de 1.100 aplicativos, entre iOS e Android, desenvolvidos especialmente para pessoas com diabetes. Eles incluem livros de receitas e uma grande variedade de aplicativos de gerenciamento, que ajudam os diabéticos a monitorar insulina, exercícios e ingestão de açúcar.

O Glooko, por exemplo, permite que o paciente baixe leituras de teste de glicose no smartphone, integre dados de alimentação e estilo de vida e compartilhe essas informações com profissionais médicos. O Glooke também disponibiliza dados relacionados à diabetes e análises para provedores de serviços de saúde e investidores para apoio a pesquisas sobre a doença. O Diabetes Pilot registra glicose, insulina e outras medidas; monitora nutrientes ingeridos; inclui um banco de dados de alimentos; e permite que o usuário compartilhe os dados com provedores de serviços de saúde.

E o GlucoseBuddy, para iOS, permite que usuários registrem refeições, exercício, níveis de insulina e compartilhe os registros com os médicos.

Logging automático
Como parte do Data Design Diabetes Sanofi US Innovation Challenge2013, a Common Sensing desenvolveu o GoCap, uma tampa que monitora insulina e se conecta, de modo wireless, a um smartphone. Uma tampa substituta para os frascos de insulina, o GoCap lê a quantidade e a frequência da insulina, então se comunica, via Bluetooth, com um telefone ou um medidor de glicose conectado, relatou o HIT Consultant.

Aplicativos para cuidadores
Desenvolvedores oferecem diversas ferramentas para pessoas que cuidam de indivíduos com diabetes, assim como para os pacientes em si. Desenvolvedores como Dexcom, Medtronic, Glucose Buddy e a Associação Americana de Educação sobre Diabetes oferecem aplicativos com treinamentos, educação e outros tópicos para cuidadores.

Telemedicina
A telemedicina pode ajudar os diabéticos a economizar tempo e dinheiro, e pode ajudar sistemas de serviços de saúde a melhorar a saúde populacional e a rentabilidade.

Por exemplo, a Centro Médico da Universidade do Mississippi, o Centro Médico North Sunflower, a GE Healthcare, a Intel-GE Care Innovations e a C-Spire formaram o Diabetes Telehealth Network – um programa de cuidados remotos de 18 meses para atender regiões com alta porcentagem de pacientes diabéticos. O Centro de Diabetes Joslin, da Universidade de Harvard e a American Well se juntaram para entregar serviços remotos de telemedicina para diabéticos por todo o território norte americano.
Lucro da Pfizer cai 79% no 2º trimestre
Fonte: Site Saúde Business 365

Lucro líquido da farmacêutica norte-americana caiu de US$ 14,095 bilhões para US$ 2,912 bilhões

A farmacêutica norte-americana Pfizer obteve queda de 79% no lucro líquido no segundo trimestre deste ano, passando de US$ 14,095 bilhões para US$ 2,912 bilhões em comparação ao mesmo período do ano passado. A receita da empresa caiu de US$ 12,9 bilhões para US$ 12,8 bilhões.

A empresa informa ter reduzido sua projeção de receita neste ano para uma faixa entre US$ 48,7 bilhões e US$ 50,7 bilhões, em vez da estimativa anterior de US$ 49,2 bilhões a US$ 51,2 bilhões.

Fonte: Veja Online

Desde o início do ano, vírus já causou mais de 660 mortes em quatro países no oeste africano. Propagação da epidemia em áreas urbanas e crenças populares ajudam a explicar a dimensão que o problema tomou

A pior epidemia de Ebola da história, como classificou Organização Mundial da Saúde (OMS), já infectou mais de 1 000 pessoas e matou ao menos 660 no oeste da África. A doença, para a qual não existe cura ou vacina, é conhecida por ser altamente transmissível e mortal: a taxa de óbitos entre infectados pode chegar a 90%. Neste fim de semana, com a confirmação do primeiro óbito na Nigéria, o surto passou a afetar quatro países, incluindo Serra Leoa, Guiné e Libéria.
O vírus Ebola foi descoberto em 1976, quando houve 431 mortes. Desde então, os principais surtos aconteceram em 1995 (254 óbitos), 2000 (224) e 2007 (224), todos na África. O atual surto teve início em março na Guiné e, em maio, se espalhou para Serra Leoa após um curandeiro infectado transitar entre os dois países. Profissionais de saúde que ajudam a tratar pacientes infectados estão entre as vítimas, como um médico que liderava o combate à doença na Libéria, morto no sábado, e o que chefiava o combate à moléstia em Serra Leoa, nesta terça-feira.
Propagação — Alguns fatores ajudam a explicar por que a epidemia cresceu tanto. Um deles é o fato de que, pela primeira vez, o vírus ultrapassou áreas rurais e chegou às capitais, onda a densidade demográfica é mais alta. “Os surtos anteriores foram localizados, o que facilitou o isolamento dos pacientes e o controle da doença”, disse ao jornal britânico The Guardian Nestor Ndayimirije, representante da OMS.
Além disso, crenças populares e falta de informação atrapalham o combate à moléstia. Como não existe prevenção contra a doença, medidas como identificar pessoas infectadas rapidamente e colocá-las em quarentena para evitar transmissão do vírus ajudam a controlar o surto. No entanto, nos países endêmicos, há relatos de pessoas que escondem familiares doentes; de pacientes que fogem do isolamento; e de famílias que mantêm o cadáver de um parente por vários dias em suas casas.

A OMS afirma que divulgar o maior número de informações sobre a doença para a população é importante para prevenir os surtos de Ebola. Mas o baixo investimento em saúde nos países acometidos pela doença dificulta essa estratégia. Segundo reportagem da rede americana CNN, na Guiné, por exemplo, onde a expectativa de vida da população é de 58 anos, o governo gastou uma média em 7 dólares por pessoa em saúde em todo o ano de 2011. No mundo, a média em 2010 foi de 571 dólares per capita.

Algumas autoridades de saúde africanas, porém, acreditam que os relatos de casos e mortes têm dado mais atenção ao Ebola. “Não estamos dizendo que está tudo bem, mas agora há menos pessoas morrendo em silêncio”, disse Sakouba Keita, ministro da Saúde da Guiné.

Medidas — Um comunicado da OMS divulgado na semana passada exigiu que os governantes adotassem medidas “drásticas” para combater o surto atual diante da preocupação com a possibilidade de transmissão a países vizinhos.
No domingo, a presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, anunciou o fechamento da maior parte das fronteiras terrestres do país. Os poucos pontos que não foram interditados, segundo ela, terão centros para auxiliar na prevenção da epidemia. Ellen também determinou que hotéis e restaurantes exibam a seus clientes um vídeo de 5 minutos contendo informações sobre a moléstia e proibiu eventos públicos e manifestações, para reduzir o risco de contágio.

Mundo — A OMS considera baixo o risco de contágio entre pessoas que viajam a regiões endêmicas, já que a transmissão do vírus acontece a partir do contato com fluidos corporais dos doentes (sangue, suor, urina e saliva, por exemplo) – e não pelo ar, por exemplo.
Nesta terça-feira, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, afirmou que o governo brasileiro segue as recomendações da OMS – não há indicação para que pessoas deixem de viajar a países endêmicos. “A situação nesses países se agrava pois são regiões em conflito, aonde os profissionais de saúde muitas vezes têm dificuldades para chegar. Mas, pelas características de transmissão da doença, não há risco de disseminação global”, afirmou Chioro.

O Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC), órgão de saúde dos Estados Unidos, acredita que o risco de o surto de Ebola se espalhar pelo país é remoto. Dois americanos contraíram o vírus na Libéria, onde estão recebendo tratamento.