Drogarias Viva Mais
Rede de Drogarias Viva Mais | 21 2437-2657 | contato@drogariasvivamais.com.br | 23 de setembro de 2019 | Entrar | Cadastrar-se
Atendimento
Tire dúvidas com nossos atendentes
Fale com um de nossos atendentes
Receber novidades
Receba nossas atualizações em seu email
Buscar
Faça uma busca em nosso site

Dietas da proteína em xeque

14 de março de 2014

Fonte: Folha de S. Paulo
Autor: MARIANA VERSOLATO e MONIQUE OLIVEIRA

Um novo estudo acendeu um sinal de alerta contra o alto consumo de proteínas e, de quebra, contra as dietas que recomendam esse tipo de alimentação, como Dukan, Paleolítica e Atkins.
A pesquisa, publicada na revista científica “Cell Metabolism”, analisou dados da alimentação diária de mais de 6.000 americanos com mais de 50 anos, acompanhados durante 18 anos.
A conclusão: para as pessoas entre 50 e 65 anos, o consumo alto de proteínas de origem animal (correspondentes a 20% ou mais das calorias diárias, ou cerca de 400 g de carne para um adulto que consome 2.000 calorias por dia) quadruplica o risco de morte por câncer em comparação com o consumo baixo de proteínas (menos de 10% das calorias diárias).
O ideal, segundo especialistas, é entre 10% e 12%.
O consumo alto e moderado de proteínas também aumentou o risco de complicações e mortes por diabetes.
A associação entre o excesso de proteínas e o risco maior de morte só foi observada com o consumo de proteínas de origem animal analisando apenas o consumo de proteínas de origem vegetal, não houve risco maior de morte.
Curiosamente, entre os que tinham mais de 66 anos, o consumo maior de proteínas foi protetor em relação a mortes por causas variadas, incluindo o câncer porque ajuda a prevenir a perda de peso decorrente da velhice.
Atletas ou pessoas que precisam recuperar peso, como pacientes oncológicos, também podem se beneficiar de uma dose extra de proteína.
O quadro é diferente para quem usa o excesso de proteínas para emagrecer. Dietas que pregam um consumo alto de proteínas são repaginadas e entram na moda desde os anos 1970, quando o americano Roberto Atkins fez sucesso em todo o mundo recomendando um alto consumo de proteínas e gorduras.
Essas dietas indicam quantidade de proteínas similar à consumida pelo grupo de maior risco do estudo 20% ou mais das calorias diárias.
O endocrinologista Bruno Geloneze, da Unicamp, afirma que, apesar de as dietas serem feitas por um período mais curto do que o do estudo, é plausível pensar que seu efeito também seja deletério a longo prazo. “Esse radicalismo tende a começar cedo e a se repetir pela vida.”
A dieta da vez é a do médico francês Pierre Dukan. O programa on-line da dieta já foi procurado por 1,8 milhão de brasileiros desde 2012.
Segundo a Fundação Internacional de Informação para Alimentos, 50% dos consumidores estão interessados em adicionar mais proteína em suas dietas e 37% acreditam que o composto emagrece.
A explicação do sucesso desse tipo de dieta é simples: o consumo de proteínas traz saciedade e a perda de peso ocorre no curto prazo por conta da restrição calórica.
“Mas não há evidências de emagrecimento a longo prazo”, diz Ricardo Cohen, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica.
Outras pesquisas já mostraram a relação entre a carne de origem animal, principalmente a processada, e o câncer. A literatura médica registra que o consumo elevado de carne processada pode elevar em 35% a incidência de câncer de intestino.
A explicação é que a maior quantidade de proteínas aumenta o nível de fator de crescimento semelhante a insulina, que reflete a ação do hormônio de crescimento, ligado a alguns tipos de câncer.
Especialistas dizem que a dieta hiperproteica pode até deflagrar um processo inflamatório que levaria ao aumento de peso mais tarde.
Esse ganho de peso se dá porque a proteína, quando é transformada em glicose no fígado, sobrecarrega o órgão, desestabiliza hormônios e todo o processo de absorção dos alimentos.
Ricardo Cohen lembra que a dieta balanceada ainda é a melhor alternativa, mesmo entre obesos. “Sempre que há excesso de algum nutriente em detrimento de outro, o corpo reage negativamente”, diz o nutrólogo Celso Cukier.

Posts relacionados

Você também pode se interessar

Deixe seu comentário

Deixe uma mensagem nesse artigo se você gostou

Comentário Fechado.