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Fonte: Metrópoles

Desde a sua criação, em 1960, a pílula anticoncepcional foi uma aliada do empoderamento das mulheres. O uso do contraceptivo está diretamente relacionado a liberação sexual e feminista. No entanto, nos últimos anos, o público feminino começou a questionar o uso dos hormônios e – consequentemente os efeitos colaterais – resolveu buscar algo mais natural para evitar a gravidez.
Mesmo assim, segundo a Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher (PNDS) é a forma de contracepção mais utilizada no Brasil. O preocupante é: as jovens brasileiras lideram o ranking global das que mais se esquecem de tomar a pílula. 58% delas não se lembram do medicamento pelo menos uma vez ao mês — a média mundial é de 39%.

Os números são resultados de um estudo da Bayer feito em nove países. No Brasil, em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), foram entrevistadas 4.500 mulheres, entre 21 e 29 anos.

Outro ponto preocupante é o ritual de tomar o medicamento na mesma hora, todos os dias. 40% das jovens ouvidas pela pesquisa não consideram necessário utilizar o medicamento com tanto rigor.

De acordo com o estudo, as esquecidinhas que não costumam tomar os comprimidos no mesmo horário estão mais propensas de esquecer completamente de ingeri-los. Em geral, os médicos alertam: se você escolher essa opção como anticoncepcional, é preciso manter a disciplina. Seguindo todas as recomendações, o índice de falha é de 0,3%, mas com alguns deslizes ele aumenta para 9%.

Acha que não pode piorar? Prepare-se. As brasileiras estão entre as que menos associam a pílulaao preservativo (6%) — perdendo apenas para as irlandesas (5%). Enquanto isso, 29% das americanas que usam anticoncepcional oral também usam camisinha.
O dado é preocupante, pois metade das gestações no país não é planejada e, de acordo com o Ministério da Saúde, a maior concentração de casos de HIV em ambos os sexos está na faixa etária de 25 a 39 anos.

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Fonte: Época Online – SP

Uma nova análise confirma que o tratamento é seguro, se bem indicado, mas não previne doenças. Entenda quem pode usar.
Quando mulheres na faixa dos 50 anos são acometidas por ondas de calor que aparecem sem explicação, elas não têm muitas dúvidas sobre a origem do desconforto. Os chamados fogachos são um dos sintomas clássicos do climatério, aquele período em que a produção dos hormônios femininos diminui até a chegada da menopausa (a última menstruação). As dúvidas surgem é hora de decidir como contornar o incômodo. A terapia de reposição hormonal é a solução clássica da medicina. Mas, ao longo de décadas do vai e vem de estudos que oram mostram benefícios ora riscos, sobram mulheres receosas. Um novo estudo, divulgado hoje em uma publicação da Associação Americana de Medicina, o Jama, consolida o quebra-cabeça de vantagens e riscos da reposição hormonal que a ciência médica vem montando nos últimos anos. A nova análise sugere que as mulheres que tomaram hormônios na menopausa não têm mais riscos de morrer do que aquelas não fizeram reposição.

O resultado traz uma boa e uma má notícia. Boa porque sugere que a reposição hormonal é segura, se indicada corretamente e bem administrada. Ruim porque confirma suspeitas anteriores: o tratamento não deve ser usado com o objetivo de prevenir doenças cardiovasculares, como se chegou a cogitar, lá pelos anos 1980 e 1990. Os pesquisadores acompanharam, em média, ao longo de 18 anos, voluntárias que haviam usado terapia reposição hormonal por cinco e por sete anos. Quando comparam com mulheres que nunca tinha feito reposição, perceberam que a mortalidade por qualquer tipo de doença era parecida: 27,6% no grupo das que não usaram hormônios na menopausa e 27,1% entre as que tomaram hormônios nesse período. Os números entre os dois grupos também eram equivalentes para as mortes causadas por doenças cardiovasculares (9% no grupo sem terapia hormonal e 8,9% no grupo da terapia) e câncer (9% no grupo sem reposição e 8,2% no da reposição). “Essas informações ajudarão a aliviar as preocupações que muitas pacientes e médicos têm sobre começar a terapia de reposição hormonal”, afirma em um artigo que acompanha o estudo a médica Melissa McNeil, diretora do programa de saúde feminina da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos. Ela não participou da pesquisa.

A nova análise é um desdobramento de um estudo que se tornou um dos mais célebres sobre o assunto – talvez até da medicina – o WHI (a sigla que ficou famosa é uma abreviação para Women’s Health Initiative Randomized Trials). O nome é complicado, mas o princípio do levantamento, organizado pelo governo dos Estados Unidos, é simples. Os cientistas dividiram mais de 27 mil mulheres basicamente em três grupos: voluntárias que não tomavam nenhum hormônio, mulheres que faziam reposição hormonal com um só tipo de hormônio (estrogênio) e aquelas que usavam dois tipos combinados (estrogênio e acetato de medroxiprogesterona). Ao comparar os grupos, a ideia era entender se o tratamento trazia benefícios (e quais) e se tinha riscos (e quais). As conclusões prometiam ser as maois confiáveis possíveis: além de contar com uma amostra muito grande de voluntárias, comparar os desfechos entre grupos diferentes considerado um dos métodos científicos mais confiáveis.

A reposição hormonal surgiu como promessa de fonte da juventude nos anos 1960, pelas mãos do ginecologista Robert Wilson, que clinicava nos Estados Unidos. Patrocinado pela empresa farmacêutica Wyeth-Ayerst, que produzia e vendia hormônios, Wilson publicou estudos e o livro Feminine Forever (algo como Feminina para Sempre), de 1966, em que listava os benefícios da reposição hormonal com estrogênio. Apenas anos mais tarde, em 1975, dois grandes estudos descobriram que a terapia apenas com estrogênio em mulheres na menopausa que tinham útero aumentava os riscos de câncer de endométrio (a camada que reveste o interior do útero). Não foi o fim da reposição hormonal. Quando se descobriu, no anos 1980, que associar a reposição de estrogênio a outro tipo de hormônio, o progestogênio, diminuía a chance de o câncer de endométrio aparecer, houve um novo e revigorado entusiasmo com o tratamento. Alguns estudos começaram até a sugerir que a reposição hormonal poderia, além de aliviar os desconfortos do climatério, prevenir doenças cardiovasculares nas mulheres. Os anos 1990 foram a era de ouro da terapia de reposição hormonal. Mas a empolgação durou até 2002, quando os pesquisadores do WHI anunciaram a interrupção do estudo por causa dos efeitos colaterais.

A terapia de reposição sofreu um abalo. Foram necessárias análises posteriores dos dados para ajudar os médicos a entender quais mulheres corriam mais riscos e redefinir em que condições o tratamento deveria ser usado. Os médicos perceberam que os resultados do WHI haviam sido tão adversos porque a terapia tinha sido prescrita para mulheres mais velhas – a média de idade das voluntárias era 63,4 anos. Para mulheres que têm mais de 60 anos ou que já estão na menopausa há mais de 10 anos, o início da reposição passou a ser contra-indicado. “Essas mulheres já tiveram um envelhecimento arterial”, afirma a ginecologista Adriana Pedro, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). “Como pode ter ocorrido formação de placas nas artérias e o estrogênio, principalmente por via oral, aumenta os fatores de coagulação, elas correm mais risco de ter problemas cardiovasculares”. Ficou claro também que a reposição hormonal não deve ser usada por mulheres que já tiveram câncer de mama, infarto, trombose e acidente vascular.
Apesar dessas contra-indicações, havia outras situações em que a reposição parecia oferecer os benefícios de atenuar os sintomas do climatério, sem oferecer tantos riscos. O refinamento dos resultados mostrou que o tratamento oferece menos riscos quando dirigido a mulheres que entraram na menopausa há menos de dez anos. Esse intervalo de tempo ganhou o nome de “janela de oportunidade”. Alguns estudos sugerem que entre essas mulheres – que começam a fazer reposição hormonal próxima à menopausa e entre os 50 e 59 anos – o tratamento pode diminuir o risco de doenças cardiovasculares. Uma revisão de estudos com mais de 43 mil mulheres, publicada em 2015, encontrou evidências do conceito de “janela de oportunidade”. A cada 1000 mulheres que começam a reposição com menos de 60 anos, durante um período de sete anos, haverá seis casos a menos de mortes e oito a menos de ataques cardíacos do que entre mulheres que não fazem reposição. Ainda sim, há uma parcela de risco: são cinco casos a mais de coágulos nas artérias, o chamado tromboembolismo que pode ser fatal. Quando o estudo foi divulgado, um dos autores, o cardiologista Henry Boardman pediu cautela. “As conclusões dessa análise precisam ser consideradas com cuidado. O mesmo tratamento que beneficia algumas mulheres podem fazer mal a outras”, disse Boardman, da Universidade de Oxford, no Reino Unido.

Por causa da possibilidade de efeitos colaterais importantes, como tromboembolismo, a terapia de reposição hormonal não é recomendada se o objetivo principal for prevenir doenças cardiovasculares ou osteoporose, uma das condições para as quais ela é considerada efetiva (ela só deve ser considerada para paciente de alto risco para osteoporose, caso ela não possa fazer outros tratamentos). A reposição hormonal segue indicada para atenuar sintomas de intensidade moderada e alta da menopausa, como os fogachos, ressecamento vaginal e infecções urinárias recorrentes. É importante que o médico analise o caso de cada paciente, para considerar os fatores de risco e pesar as vantagens e desvantagens para cada mulher.
Outra medida que aumenta a segurança do tratamento, além de respeitar a janela de oportunidade, é usar os hormônios por via transdérmica (adesivos ou gel na pele), em vez de comprimidos e drágeas. O hormônio primeiro circula pela pele para só então chegar em menores quantidades no fígado. “São enzimas no fígado que aumentam a produção de fatores de coagulação”, afirma Adriana, da Unicamp. As doses dos hormônios também devem ser as menores possíveis: a frequência dos resultados adversos encontrados no WHI são atribuídos a doses altas dos hormônios.

Uma pergunta que segue sem resposta é se existe um tempo ideal para usar a reposição hormonal. O estudo divulgado hoje analisou o caso de voluntárias que fizeram reposição por cinco e por sete anos. Para além desse período, os autores afirmam que não é possível fazer extrapolações. “Não está claro se os benefícios superariam os riscos em tratamentos de maior duração”, escrevem os autores, liderados por JoAnn Manson, da Escola de Medicina da Universidade de Harvard. “Ao se tomar decisões clínicas, essas considerações devem devem ser pesadas contra as evidências que ligam os sintomas da menopausa à saúde e qualidade de vida prejudicadas.”

Para saber mais, alguns dos estudos citados:

* Menopausal Hormone Therapy and Long-term All-Cause and Cause-Specific Mortality – Jama
* Hormone therapy for preventing cardiovascular disease in post-menopausal women – Cochrane Database of Systematic Reviews
* Risks and benefits of estrogen plus progestin in healthy post-menopausal women: Principal results of the Women’s Health Initiative randomized controlled trial – Jama
* Effects of Conjugated Equine Estrogen in Postmenopausal Women With Hysterectomy. The Women’s Health Initiative Randomized Controlled Trial – Jama
* Terapia de reposição hormonal na menopausa – Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia

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Nos olhos, o médico pode avaliar as artérias, veias e os nervos. Hipertensão e diabetes podem ser vistas através dos olhos.

Por G1, São Paulo

O exame de fundo de olho pode identificar diversos problemas de saúde. Nos olhos, o médico pode avaliar as artérias, veias e os nervos. Qualquer doença que atinge essas partes, em tese, pode ser identificada no exame. O Bem Estar conversou sobre o assunto com o oftalmologista Emerson Castro e o cardiologista e consultor Roberto Kalil.

As doenças que são vistas pelos olhos são:
– Doenças infecciosas: sífilis, aids, toxoplasmose
– Doenças do sangue: leucemia, linfoma
– Doenças crônicas: hipertensão, diabetes
– Doenças neurológicas: tumor na cabeça
– Doenças dos olhos: glaucoma, degeneração da retina

O diagnóstico do diretor do Sindicato dos Agentes Penitenciários Álvaro Salgueiro Filho foi revelado através dos olhos. “Descobri que tinha problemas de pressão, colesterol alterado e meu sangue era muito grosso”. As doenças podem ser descobertas por causa dos vasos dos olhos. Um olho saudável possui vasos íntegros, sem alteração. Apesar de ser um exame de rotina oftalmológico, Álvaro teve o fundo do olho avaliado a pedido do cardiologista.

Hipertensão e diabetes

Diabetes e hipertensão são vistas pelos olhos quando a doença está descompensada. Se chegou aos olhos é porque o quadro está avançado, por isso o exame de fundo de olho não é para diagnóstico, mas para acompanhamento clínico.
Na maioria das vezes, o paciente não tem sintomas, porque são doenças silenciosas. Os sintomas aparecem quando as doenças estão mais avançadas, pode ter visão embaçada, dor de cabeça e nos olhos. Além disso, o exame pode avaliar o risco de um acidente vascular.

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Reumatologia em Debate

19 de setembro de 2017

Fonte: Diário Catarinense Online

Com o objetivo de avançar na divulgação e ampliar o conhecimento técnico e científico sobre estudos, tratamentos e diagnósticos a respeito das mais de 120 doenças reumatológicas, Florianópolis sedia, após três décadas, a 34ª edição do Congresso Brasileiro de Reumatologia. Participam desse importante evento pelo menos 2,3 mil médicos de várias partes do Brasil, Estados Unidos, Canadá, Alemanha e Israel.

A reumatologia é uma das áreas que mais avança na medicina. Em todo o mundo, inúmeras pesquisas estão sendo realizadas em diferentes campos relacionados às doenças autoimunes, como forma de diminuir a gravidade e o impacto na qualidade de vida dos pacientes.
De acordo com o Ministério da Saúde, essas doenças atingem pelo menos 15 milhões de brasileiros e não escolhem sexo, idade e nem condição social, tendo ganhado, nos últimos anos, grande visibilidade quando personagens do meio televisivo, artístico e esportivo declararam serem portadores de doenças autoimunes.

O congresso tem a participação aberta a médicos de várias especialidades. Um dos incentivos são os avanços das terapias imunobiológicas, que serão apresentados no evento, que inclui drogas indicadas para o tratamento da psoríase cutânea, doença tratada por dermatologistas, e, também, medicamentos modernos e de grande eficiência para o tratamento da osteoporose grave, patologia tratada principalmente por reumatologistas, clínicos, ginecologistas e ortopedistas. Outros profissionais que têm papel importante no processo de identificação das doenças reumatológicas são os da área da clínica médica e medicina da família. São estes que, muitas vezes, têm o primeiro contato com o paciente.

O 34º Congresso Brasileiro de Reumatologia, em Florianópolis, reforça o compromisso da Sociedade Brasileira de Reumatologia e de seus médicos associados em ampliar o conhecimento sobre as doenças autoimunes, firmando um esforço coletivo para evitarmos que essas doenças possam impactar no agravamento do quadro da saúde pública do país.

*Ivanio Pereira é reumatologist e presidente do 34º Congresso Brasileiro de Reumatologia

Noticias do Setor Farmacêutico

1 de setembro de 2017

Instituto aponta alto risco de lesões agudas associado ao uso de anticoagulantes orais.

Departamento de Comunicação CRF-SP
(Fonte: Raissa Carolina Fonseca Cândido/ISMP)

O Instituto para Práticas Seguras no Uso de Medicamentos dos Estados Unidos (ISMP) divulgou uma análise com 1,2 milhão de relatos de eventos adversos reportados ao US Food and Drug Administration (FDA) durante o ano de 2016, e observou que os anticoagulantes estão entre os principais responsáveis por um grande número de danos graves e óbitos relacionados a medicamentos nos Estados Unidos.
Diante disso, o instituto examinou o alto risco de lesões agudas associado ao uso de anticoagulantes orais e elaborou cinco medidas práticas para o que FDA, a indústria farmacêutica e os profissionais de saúde contribuam para aumentar a segurança no uso desses medicamentos:

1. Garantir a ampla disponibilidade de antídotos para reverter sangramentos causados por anticoagulantes orais diretos.

2. Estabelecer diretrizes para terapia combinada com agentes antiplaquetários (ex.: aspirina, clopidogrel) e anticoagulantes orais, especialmente em pacientes idosos. A combinação de vários agentes antitrombóticos aumenta o risco de sangramento e pouca informação está disponível para orientar quando esta terapia oferece benefícios suficientes que superam os riscos aumentados.

3. Reavaliar a adequação das doses de rivaroxabana uma vez por dia em comparação com anticoagulantes semelhantes com um esquema de dosagem melhor adaptado ao tempo de meia-vida do fármaco. Embora os resultados dos ensaios clínicos para o rivaroxabana sugerem riscos e benefícios semelhantes à varfarina, é provável que o aumento na segurança seja com doses duas vezes ao dia.

4. Fornecer o “tempo em intervalo terapêutico” (TTR, em inglês “Therapeutic Time Range”) para dabigatrana para identificar pacientes com anticoagulação sub-ótima ou excessiva. Um fármaco com grande variabilidade no efeito anticoagulante em uma mesma dose, precisa de um método de teste recomendado para identificar aqueles pacientes com uma dose fora do intervalo terapêutico.

5. Tomar medidas para garantir que a facilidade de uso dos anticoagulantes orais diretos não resulte em uso excessivo desses medicamentos, especialmente em pacientes com fibrilação atrial com menor risco de AVC isquêmico e em pacientes idosos com maiores riscos de sangramento.

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Fonte: O Estado de S.Paulo
Autor: Clarissa Thomé

RIO – Uma substância derivada de árvores do ipê pode ser o caminho para o tratamento de leucemias, diferentes tipos de câncer que afetam os glóbulos brancos, células responsáveis pelo sistema de defesa do organismo. Pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e da Universidade Federal Fluminense (UFF) identificaram três moléculas capazes de atuar sobre glóbulos brancos cancerígenos, sem afetar as células saudáveis.

A descoberta pode levar à criação de fármacos específicos para o tratamento de diferentes tipos de leucemias. O trabalho foi publicado na revista científica European Journal of Medicinal Chemistry.

Os pesquisadores criaram as moléculas da união do núcleo das células de outras duas substâncias e as testaram em quatro linhagens diferentes de leucemia, duas de linfoide aguda, mais comum em crianças e com prognóstico melhor; e duas de mieloide aguda, mais rara, mas responsável pelos casos mais graves. Dos 18 compostos criados, 3 se mostraram mais potentes e com seletividade maior atacaram as células cancerígenas e, em menor grau, as células saudáveis. E, principalmente, tiveram comportamento diferenciado em relação às linhagens de leucemia. Uma delas se mostrou 19 vezes mais potente sobre células de leucemia linfoide do que sobre as de leucemia mieloide.

“É a primeira vez que se investiga as moléculas oriundas dessa estratégia de junção de núcleos em diferentes linhagens de leucemia. E o mais importante é conhecer esse perfil de atividade de acordo com a linhagem. A leucemia é um dos tipos de câncer que mais afetam crianças e por trás da palavra leucemia se esconde uma grande diversidade de doenças. O grande problema da terapia é a falta do medicamento específico para cada tipo de leucemia”, afirma o farmacêutico Floriano Paes Silva Junior, chefe do Laboratório de Bioquímica de Proteínas e Peptídeos do IOC.

As moléculas foram preparadas pelo grupo coordenado pelos pesquisadores Fernando de Carvalho da Silva e Vitor Francisco Ferreira, da UFF, com base no núcleo das células de duas substâncias. Uma delas é derivada de um produto natural extraído do ipê. Esse núcleo pertence à classe química das quinonas. “O que nós queremos é matar as células malignas, mas as quinonas costumam ter baixa seletividade, ou seja, matam também as células saudáveis”, disse Silva Junior.

Os cientistas combinaram, então, o núcleo da quinona com o de outra molécula, chamada triazol, que tem a capacidade de atingir somente as células cancerígenas.

Silva Júnior ressalta que esse é o “primeiro passo” para a criação de um fármaco. Mas testes e análises ainda devem levar pelo menos dez anos.

Fonte: Site Saúde Business 365

Organizações de saúde recorrem à tecnologia para reduzir o abrangente e caro impacto da diabetes

Empresas de tecnologia estão se aventurando no mercado de diagnósticos e tratamento da diabetes. Os pacientes já podem usar smartphones para monitorar suas condições. Além das lentes de contato do Google, ainda em desenvolvimento, outras empresas estão criando pâncreas biônicos e explorando genomas para controlar diabetes.

Vamos ver alguma das tecnologias atualmente em uso:

Lentes inteligentes
No começo desde ano, o Google revelou seu projeto de lentes de contato inteligentes, “desenvolvidas para medir níveis de glicose nas lágrimas por meio de um minúsculo chip wireless e um sensor de glicose em miniatura embutidos entre duas camadas de material de lente de contato”. O desenvolvedor também está investigando a possibilidade de luzes de LED integradas apontarem quando o nível de glicose tiver ultrapassado ou estiver muito abaixo dos padrões.

“Estamos conversando com o FDA, mas ainda há muito trabalho pela frente para tornarmos essa tecnologia em um sistema que as pessoas possam usar. Não vamos fazer isso sozinhos: planejamos buscar parceiros especializados em levar esses produtos ao mercado”, escreveram os co-fundadores do projeto, Brian Otis e Barbara Parviz, no blog do Google. “Esses parceiros usarão nossa tecnologia para uma lente de contato inteligente e para desenvolver aplicativos que tornem os resultados do medidor disponíveis para usuário e seu médico”.

Pâncreas biônico
Engenheiros da Universidade de Boston criaram um sistema fechado de pâncreas biônico, que usa monitoramento contínuo de glicose e entrega subcutânea de insulina e glucagen de ação rápida, como indicado por um algoritmo. O sistema, atualmente sendo testado em pacientes com diabetes Tipo 1 no Hospital Geral de Massachusetts, pode, um dia, tornar realidade o controle automático da glicose no sangue, de acordo com o blog do desenvolvedor.

O pâncreas criado pelo homem toma uma decisão sobre as doses de insulina e glucagen a cada cinco minutos. Pâncreas biônicos anteriores não eram capazes de administrar glucagen, que aumenta a glicose no sangue em caso de hipoglicemia.

“Alcançar e manter concentrações quase normais de glicose no sangue é crítico para o longo prazo da saúde do diabético. Infelizmente, a terapia necessária para alcançar este objetivo é extremamente exigente, e demanda verificações frequentes do nível de glicose no sangue e múltiplas injeções diárias de insulina ou o uso de uma sonda de insulina”, escrevem os pesquisadores. “Mesmo com os melhores métodos atuais de administração de insulina, é quase impossível evitar completamente a hipoglicemia ou a hiperglicemia”.

Melhor aderência ao medicamento
A Accountable Care Organization of Greater New York (ACCGNY) e a AllazoHealth são parceiras em um projeto-piloto que busca melhorar a aderência aos medicamentos entre os beneficiários do Medicare na ACCGNY. Muitas das pessoas nesse grupo são idosas e/ou tem deficiência mental ou física, e muitos deles têm múltiplas condições, incluindo diabetes, hipertensão, epilepsia e/ou hiperlipidemia. O piloto, que recebeu em 2014, US$ 91.914 de patrocínio do Pilot Health Tech NYC, irá utilizar o AllazoEngine, da AllazoHealth, para determinar quais pacientes têm mais em risco de não tomar os medicamentos receitados e para prever quais intervenções são mais prováveis para promover a aderência.

Equipes clínicas irão utilizar esses resultados para entregar intervenções de pacientes por telefone ou visitas pessoais. A ferramenta analítica baseia seus resultados nos dados de queixas registradas no ACCGNY. Além de reduzir gastos médicos, o piloto deve melhorar os cuidados aos pacientes diabéticos dependentes da insulina.

“Nosso objetivo é oferecer tratamento de alta qualidade, com preço acessível, aos nossos beneficiários Medicare. A parceria com a AllazoHealth nos oferece as ferramentas para melhorar a aderência de nossa população aos medicamentos e a reduzir custos médicos”, disse Gabriel Luft, diretor executo da ACCGNY, em uma declaração.

Mentores virtuais
Ex-jurado do American Idol, Randy Jackson se juntou a empresa de bem-estar e saúde digital, Everyday Health, para criar recursos voltados para o consumidor sobre diabetes em uma plataforma chamada “Diabetes Step by Step” [Diabetes passo a passo].

Jackson oferece blogs, vídeos e um programa de conscientização sobre diabetes, que deve ser exibido em algumas cidades dos EUA até Novembro – Mês da Diabetes nos EUA.

Jackson, que foi diagnosticado com diabetes Tipo 2 em 1999, escreveu sobre sua experiência em Body With Soul: Slash Sugar, Cut Cholesterol, and Get a Jump on Your Best Health Ever. Ele também tem atuado como porta-voz da campanha “Heart of Diabetes”, do American Heart Association. “Diabetes é uma questão muito próxima de mim e essa é uma ótima oportunidade de educar as pessoas sobre a prevenção e o controle da doença”, disse Jackson em uma declaração.

Monitores Inteligentes
Eles já foram máquinas enormes e pesadas, hoje, os monitores de glicose são tão portáteis quanto um iPhone. Fornecedores como o Gmate, integram um aplicativo e um medidor inteligente que se conecta a entrada de fone do iPhone, e mede e exibe os níveis de glicose no sangue do paciente.

O Gmate Smart é compatível com as versões 3GS, 4, 4S e 5 do iPhone; com o iPod Touch de 4ª geração; além do iPad e iPad 2. O usuário baixa o aplicativo no iTunes, insere o dispositivo da Gmate e a faixa de coleta, aplica a amostra de sangue e vê os resultados na tela do dispositivo Apple.

Big Data
Pesquisadores, investidores e fornecedores estão explorando as conexões entre um host de possíveis causas e efeitos da diabetes graças às poderosas e baratas ferramentas de análises de big data. A ação para acabar com silos e combinar diversos estudos e pesquisas para buscar tendências em piscinas maiores de casos está gerando programas-piloto, realojamento de recursos e benefícios adicionais.

A startup Databetes, fundada por uma pessoa com diabetes Tipo 1, utiliza uma abordagem direcionada por dados para o monitoramento da diabetes, que combina aplicativos e smartphones, assim como dados de alimentos e estilo de vida, para ajudar pacientes a gerenciar a condição. A Explorys e a Accenture estão colaborando em uma iniciativa para melhorar a abordagem da saúde populacional para cuidados com diabetes.

Aplicativos de gerenciamento

Existe mais de 1.100 aplicativos, entre iOS e Android, desenvolvidos especialmente para pessoas com diabetes. Eles incluem livros de receitas e uma grande variedade de aplicativos de gerenciamento, que ajudam os diabéticos a monitorar insulina, exercícios e ingestão de açúcar.

O Glooko, por exemplo, permite que o paciente baixe leituras de teste de glicose no smartphone, integre dados de alimentação e estilo de vida e compartilhe essas informações com profissionais médicos. O Glooke também disponibiliza dados relacionados à diabetes e análises para provedores de serviços de saúde e investidores para apoio a pesquisas sobre a doença. O Diabetes Pilot registra glicose, insulina e outras medidas; monitora nutrientes ingeridos; inclui um banco de dados de alimentos; e permite que o usuário compartilhe os dados com provedores de serviços de saúde.

E o GlucoseBuddy, para iOS, permite que usuários registrem refeições, exercício, níveis de insulina e compartilhe os registros com os médicos.

Logging automático
Como parte do Data Design Diabetes Sanofi US Innovation Challenge2013, a Common Sensing desenvolveu o GoCap, uma tampa que monitora insulina e se conecta, de modo wireless, a um smartphone. Uma tampa substituta para os frascos de insulina, o GoCap lê a quantidade e a frequência da insulina, então se comunica, via Bluetooth, com um telefone ou um medidor de glicose conectado, relatou o HIT Consultant.

Aplicativos para cuidadores
Desenvolvedores oferecem diversas ferramentas para pessoas que cuidam de indivíduos com diabetes, assim como para os pacientes em si. Desenvolvedores como Dexcom, Medtronic, Glucose Buddy e a Associação Americana de Educação sobre Diabetes oferecem aplicativos com treinamentos, educação e outros tópicos para cuidadores.

Telemedicina
A telemedicina pode ajudar os diabéticos a economizar tempo e dinheiro, e pode ajudar sistemas de serviços de saúde a melhorar a saúde populacional e a rentabilidade.

Por exemplo, a Centro Médico da Universidade do Mississippi, o Centro Médico North Sunflower, a GE Healthcare, a Intel-GE Care Innovations e a C-Spire formaram o Diabetes Telehealth Network – um programa de cuidados remotos de 18 meses para atender regiões com alta porcentagem de pacientes diabéticos. O Centro de Diabetes Joslin, da Universidade de Harvard e a American Well se juntaram para entregar serviços remotos de telemedicina para diabéticos por todo o território norte americano.
Lucro da Pfizer cai 79% no 2º trimestre
Fonte: Site Saúde Business 365

Lucro líquido da farmacêutica norte-americana caiu de US$ 14,095 bilhões para US$ 2,912 bilhões

A farmacêutica norte-americana Pfizer obteve queda de 79% no lucro líquido no segundo trimestre deste ano, passando de US$ 14,095 bilhões para US$ 2,912 bilhões em comparação ao mesmo período do ano passado. A receita da empresa caiu de US$ 12,9 bilhões para US$ 12,8 bilhões.

A empresa informa ter reduzido sua projeção de receita neste ano para uma faixa entre US$ 48,7 bilhões e US$ 50,7 bilhões, em vez da estimativa anterior de US$ 49,2 bilhões a US$ 51,2 bilhões.

Fonte: Veja Online

Desde o início do ano, vírus já causou mais de 660 mortes em quatro países no oeste africano. Propagação da epidemia em áreas urbanas e crenças populares ajudam a explicar a dimensão que o problema tomou

A pior epidemia de Ebola da história, como classificou Organização Mundial da Saúde (OMS), já infectou mais de 1 000 pessoas e matou ao menos 660 no oeste da África. A doença, para a qual não existe cura ou vacina, é conhecida por ser altamente transmissível e mortal: a taxa de óbitos entre infectados pode chegar a 90%. Neste fim de semana, com a confirmação do primeiro óbito na Nigéria, o surto passou a afetar quatro países, incluindo Serra Leoa, Guiné e Libéria.
O vírus Ebola foi descoberto em 1976, quando houve 431 mortes. Desde então, os principais surtos aconteceram em 1995 (254 óbitos), 2000 (224) e 2007 (224), todos na África. O atual surto teve início em março na Guiné e, em maio, se espalhou para Serra Leoa após um curandeiro infectado transitar entre os dois países. Profissionais de saúde que ajudam a tratar pacientes infectados estão entre as vítimas, como um médico que liderava o combate à doença na Libéria, morto no sábado, e o que chefiava o combate à moléstia em Serra Leoa, nesta terça-feira.
Propagação — Alguns fatores ajudam a explicar por que a epidemia cresceu tanto. Um deles é o fato de que, pela primeira vez, o vírus ultrapassou áreas rurais e chegou às capitais, onda a densidade demográfica é mais alta. “Os surtos anteriores foram localizados, o que facilitou o isolamento dos pacientes e o controle da doença”, disse ao jornal britânico The Guardian Nestor Ndayimirije, representante da OMS.
Além disso, crenças populares e falta de informação atrapalham o combate à moléstia. Como não existe prevenção contra a doença, medidas como identificar pessoas infectadas rapidamente e colocá-las em quarentena para evitar transmissão do vírus ajudam a controlar o surto. No entanto, nos países endêmicos, há relatos de pessoas que escondem familiares doentes; de pacientes que fogem do isolamento; e de famílias que mantêm o cadáver de um parente por vários dias em suas casas.

A OMS afirma que divulgar o maior número de informações sobre a doença para a população é importante para prevenir os surtos de Ebola. Mas o baixo investimento em saúde nos países acometidos pela doença dificulta essa estratégia. Segundo reportagem da rede americana CNN, na Guiné, por exemplo, onde a expectativa de vida da população é de 58 anos, o governo gastou uma média em 7 dólares por pessoa em saúde em todo o ano de 2011. No mundo, a média em 2010 foi de 571 dólares per capita.

Algumas autoridades de saúde africanas, porém, acreditam que os relatos de casos e mortes têm dado mais atenção ao Ebola. “Não estamos dizendo que está tudo bem, mas agora há menos pessoas morrendo em silêncio”, disse Sakouba Keita, ministro da Saúde da Guiné.

Medidas — Um comunicado da OMS divulgado na semana passada exigiu que os governantes adotassem medidas “drásticas” para combater o surto atual diante da preocupação com a possibilidade de transmissão a países vizinhos.
No domingo, a presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, anunciou o fechamento da maior parte das fronteiras terrestres do país. Os poucos pontos que não foram interditados, segundo ela, terão centros para auxiliar na prevenção da epidemia. Ellen também determinou que hotéis e restaurantes exibam a seus clientes um vídeo de 5 minutos contendo informações sobre a moléstia e proibiu eventos públicos e manifestações, para reduzir o risco de contágio.

Mundo — A OMS considera baixo o risco de contágio entre pessoas que viajam a regiões endêmicas, já que a transmissão do vírus acontece a partir do contato com fluidos corporais dos doentes (sangue, suor, urina e saliva, por exemplo) – e não pelo ar, por exemplo.
Nesta terça-feira, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, afirmou que o governo brasileiro segue as recomendações da OMS – não há indicação para que pessoas deixem de viajar a países endêmicos. “A situação nesses países se agrava pois são regiões em conflito, aonde os profissionais de saúde muitas vezes têm dificuldades para chegar. Mas, pelas características de transmissão da doença, não há risco de disseminação global”, afirmou Chioro.

O Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC), órgão de saúde dos Estados Unidos, acredita que o risco de o surto de Ebola se espalhar pelo país é remoto. Dois americanos contraíram o vírus na Libéria, onde estão recebendo tratamento.

Fonte: O Globo
A primeira vacina do mundo contra a malária pode chegar ao mercado já no próximo ano. Pesquisadores da Universidade de Londres afirmam ter descoberto uma substância que impediria a contaminação pelo protozoário transmissor em até 80% das pessoas picadas pelo mosquito Anopheles. O resultado dos estudos foi publicado pela revista científica “PLoS Medicine”, e o laboratório GlaxoSmithKline (GSK) já pediu aprovação às autoridades regulatórias no Reino Unido para a fabricação.

De acordo com os cientistas, a proteção contra o agente causador da doença, uma das que mais matam no mundo, permaneceu por 18 meses após a injeção.

— É um marco — afirmou Sanjeev Krishna, professor de parasitologia molecular e medicina na Universidade de Londres — O cenário de desenvolvimento da vacina está repleto de cadáveres. Precisamos manter um olhar atento para os eventos contrários, mas tudo parece no caminho certo para que a vacina seja aprovada já no próximo ano.

Cerca de 800 mil pessoas morrem de malária a cada ano. A maioria delas são crianças da África Subsaariana com menos de 5 anos. Vários países africanos foram envolvidos no desenvolvimento da nova vacina. Os fabricantes farmacêuticos afirmam que ela pode ser usada em conjunto com outras formas de controle, como mosquiteiros e inseticidas.

Além da GSK, a organização sem fins lucrativos Malaria Vaccine Initiative participa do desenvolvimento da vacina. O trabalho tem financiamento da Fundação Bill & Melinda Gates.