Drogarias Viva Mais
Rede de Drogarias Viva Mais | 21 2437-2657 | contato@drogariasvivamais.com.br | 23 de setembro de 2019 | Entrar | Cadastrar-se
Atendimento
Tire dúvidas com nossos atendentes
Fale com um de nossos atendentes
Receber novidades
Receba nossas atualizações em seu email
Buscar
Faça uma busca em nosso site

Reumatologia em Debate

19 de setembro de 2017

Fonte: Diário Catarinense Online

Com o objetivo de avançar na divulgação e ampliar o conhecimento técnico e científico sobre estudos, tratamentos e diagnósticos a respeito das mais de 120 doenças reumatológicas, Florianópolis sedia, após três décadas, a 34ª edição do Congresso Brasileiro de Reumatologia. Participam desse importante evento pelo menos 2,3 mil médicos de várias partes do Brasil, Estados Unidos, Canadá, Alemanha e Israel.

A reumatologia é uma das áreas que mais avança na medicina. Em todo o mundo, inúmeras pesquisas estão sendo realizadas em diferentes campos relacionados às doenças autoimunes, como forma de diminuir a gravidade e o impacto na qualidade de vida dos pacientes.
De acordo com o Ministério da Saúde, essas doenças atingem pelo menos 15 milhões de brasileiros e não escolhem sexo, idade e nem condição social, tendo ganhado, nos últimos anos, grande visibilidade quando personagens do meio televisivo, artístico e esportivo declararam serem portadores de doenças autoimunes.

O congresso tem a participação aberta a médicos de várias especialidades. Um dos incentivos são os avanços das terapias imunobiológicas, que serão apresentados no evento, que inclui drogas indicadas para o tratamento da psoríase cutânea, doença tratada por dermatologistas, e, também, medicamentos modernos e de grande eficiência para o tratamento da osteoporose grave, patologia tratada principalmente por reumatologistas, clínicos, ginecologistas e ortopedistas. Outros profissionais que têm papel importante no processo de identificação das doenças reumatológicas são os da área da clínica médica e medicina da família. São estes que, muitas vezes, têm o primeiro contato com o paciente.

O 34º Congresso Brasileiro de Reumatologia, em Florianópolis, reforça o compromisso da Sociedade Brasileira de Reumatologia e de seus médicos associados em ampliar o conhecimento sobre as doenças autoimunes, firmando um esforço coletivo para evitarmos que essas doenças possam impactar no agravamento do quadro da saúde pública do país.

*Ivanio Pereira é reumatologist e presidente do 34º Congresso Brasileiro de Reumatologia

Noticias do Setor Farmacêutico

1 de setembro de 2017

Instituto aponta alto risco de lesões agudas associado ao uso de anticoagulantes orais.

Departamento de Comunicação CRF-SP
(Fonte: Raissa Carolina Fonseca Cândido/ISMP)

O Instituto para Práticas Seguras no Uso de Medicamentos dos Estados Unidos (ISMP) divulgou uma análise com 1,2 milhão de relatos de eventos adversos reportados ao US Food and Drug Administration (FDA) durante o ano de 2016, e observou que os anticoagulantes estão entre os principais responsáveis por um grande número de danos graves e óbitos relacionados a medicamentos nos Estados Unidos.
Diante disso, o instituto examinou o alto risco de lesões agudas associado ao uso de anticoagulantes orais e elaborou cinco medidas práticas para o que FDA, a indústria farmacêutica e os profissionais de saúde contribuam para aumentar a segurança no uso desses medicamentos:

1. Garantir a ampla disponibilidade de antídotos para reverter sangramentos causados por anticoagulantes orais diretos.

2. Estabelecer diretrizes para terapia combinada com agentes antiplaquetários (ex.: aspirina, clopidogrel) e anticoagulantes orais, especialmente em pacientes idosos. A combinação de vários agentes antitrombóticos aumenta o risco de sangramento e pouca informação está disponível para orientar quando esta terapia oferece benefícios suficientes que superam os riscos aumentados.

3. Reavaliar a adequação das doses de rivaroxabana uma vez por dia em comparação com anticoagulantes semelhantes com um esquema de dosagem melhor adaptado ao tempo de meia-vida do fármaco. Embora os resultados dos ensaios clínicos para o rivaroxabana sugerem riscos e benefícios semelhantes à varfarina, é provável que o aumento na segurança seja com doses duas vezes ao dia.

4. Fornecer o “tempo em intervalo terapêutico” (TTR, em inglês “Therapeutic Time Range”) para dabigatrana para identificar pacientes com anticoagulação sub-ótima ou excessiva. Um fármaco com grande variabilidade no efeito anticoagulante em uma mesma dose, precisa de um método de teste recomendado para identificar aqueles pacientes com uma dose fora do intervalo terapêutico.

5. Tomar medidas para garantir que a facilidade de uso dos anticoagulantes orais diretos não resulte em uso excessivo desses medicamentos, especialmente em pacientes com fibrilação atrial com menor risco de AVC isquêmico e em pacientes idosos com maiores riscos de sangramento.

Drogarias Viva Mais

Fonte: O Estado de S.Paulo
Autor: Clarissa Thomé

RIO – Uma substância derivada de árvores do ipê pode ser o caminho para o tratamento de leucemias, diferentes tipos de câncer que afetam os glóbulos brancos, células responsáveis pelo sistema de defesa do organismo. Pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e da Universidade Federal Fluminense (UFF) identificaram três moléculas capazes de atuar sobre glóbulos brancos cancerígenos, sem afetar as células saudáveis.

A descoberta pode levar à criação de fármacos específicos para o tratamento de diferentes tipos de leucemias. O trabalho foi publicado na revista científica European Journal of Medicinal Chemistry.

Os pesquisadores criaram as moléculas da união do núcleo das células de outras duas substâncias e as testaram em quatro linhagens diferentes de leucemia, duas de linfoide aguda, mais comum em crianças e com prognóstico melhor; e duas de mieloide aguda, mais rara, mas responsável pelos casos mais graves. Dos 18 compostos criados, 3 se mostraram mais potentes e com seletividade maior atacaram as células cancerígenas e, em menor grau, as células saudáveis. E, principalmente, tiveram comportamento diferenciado em relação às linhagens de leucemia. Uma delas se mostrou 19 vezes mais potente sobre células de leucemia linfoide do que sobre as de leucemia mieloide.

“É a primeira vez que se investiga as moléculas oriundas dessa estratégia de junção de núcleos em diferentes linhagens de leucemia. E o mais importante é conhecer esse perfil de atividade de acordo com a linhagem. A leucemia é um dos tipos de câncer que mais afetam crianças e por trás da palavra leucemia se esconde uma grande diversidade de doenças. O grande problema da terapia é a falta do medicamento específico para cada tipo de leucemia”, afirma o farmacêutico Floriano Paes Silva Junior, chefe do Laboratório de Bioquímica de Proteínas e Peptídeos do IOC.

As moléculas foram preparadas pelo grupo coordenado pelos pesquisadores Fernando de Carvalho da Silva e Vitor Francisco Ferreira, da UFF, com base no núcleo das células de duas substâncias. Uma delas é derivada de um produto natural extraído do ipê. Esse núcleo pertence à classe química das quinonas. “O que nós queremos é matar as células malignas, mas as quinonas costumam ter baixa seletividade, ou seja, matam também as células saudáveis”, disse Silva Junior.

Os cientistas combinaram, então, o núcleo da quinona com o de outra molécula, chamada triazol, que tem a capacidade de atingir somente as células cancerígenas.

Silva Júnior ressalta que esse é o “primeiro passo” para a criação de um fármaco. Mas testes e análises ainda devem levar pelo menos dez anos.