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Fonte: Folha de S. Paulo
Autor: Cláudia Collucci

Um novo teste permite a detecção da insuficiência renal aguda com algumas gotas de saliva. A proposta é utilizá-lo em regiões remotas, como o interior do Norte e Nordeste, onde é difícil o acesso a laboratórios.
A insuficiência renal aguda é a perda da capacidade dos rins de realizar suas funções. Precisa ser revertida rapidamente antes que se torne crônica, o que poderá levar o paciente a necessitar de diálise e transplante renal.
O teste é simples: basta que o paciente cuspa em um tubo. Ali é colocada uma fita com reagentes que, em contato com a saliva, muda de cor e indica o nível de ureia.
A faixa de concentração da substância é medida de acordo com uma tabela de cores.
O teste foi desenvolvido por duas instituições americanas (Integrated Biomedical Technology e o Renal Research Institute) e testado no Brasil por pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR).
Os ensaios clínicos foram realizados no trabalho de doutorado da pesquisadora Viviane Calice da Silva em 44 pacientes internados em um hospital em Joinville (SC).
Os resultados, apresentados em novembro no Congresso Mundial de Nefrologia, demonstraram que o teste de saliva foi tão eficaz quanto o exame de sangue em detectar os casos graves de doença renal, que precisavam de tratamento imediato.
RAPIDEZ
Segundo o médico Roberto Pecoits Filho, professor da PUCPR e orientador do trabalho, o teste aguarda agora o registro do FDA (agência norte-americana que regula fármacos). Depois, deverá ser submetido à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). O custo hoje é de US$ 1 (R$ 2,35) por teste.
“Uma vantagem dele é a rapidez e a facilidade de manejo. Em um minuto podemos verificar o resultado, enquanto que no exame laboratorial pode demorar horas”, afirma Pecoits Filho.
Ele participa de um programa internacional que luta para eliminar as mortes de jovens causadas por insuficiência renal aguda em países da África e sudeste da Ásia.
Por isso, já aplicou o teste em cem pacientes do Maláui (África), onde a incidência da doença renal aguda é alta e a infraestrutura, precária.
Para o diretor da Sociedade de Nefrologia do Estado de São Paulo, Ruy Barata, se o teste de ureia na saliva comprovar, em estudos maiores, a mesma acurácia do exame de sangue será “muito bem-vindo”, inclusive nos hospitais dos centros urbanos para evitar o exame de sangue.
Segundo ele, muitos pacientes internados em UTIs desenvolvem insuficiência renal aguda em razão de quadros como a infecção generalizada. Ela também é causada por doenças como malária, leptospirose, diarreia e por complicações do parto.
URGÊNCIA
A falência renal aguda (diferentemente da crônica, que não tem cura) é reversível em 80% dos casos quando tratada imediatamente, segundo Pecoits Filho. A terapia inclui medicamentos, hidratação profunda com soro e diálise peritonial, se preciso.
Outro dado preocupante, explica o médico, é que 70% dos pacientes em tratamento descobrem a doença quando os rins já estão gravemente comprometidos.

Sal e açúcar na medida certa

19 de março de 2014

Fonte: O Globo
Autor: Viviane Nogueira

Doces agora devem se limitar a 5% das calorias totais da dieta e o sal vem sendo restringido nos alimentos industrializados; saiba quanto comer e o que evitar.
Brasileiro gosta de muito sal e mais ainda de açúcar.
O consumo médio diário de sal recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é de 5 gramas, mas aqui consome-se quase o dobro, 9,6 gramas por dia.
De açúcar, em vez dos 25 gramas diários indicados, 150 gramas vão para a alimentação.
Para piorar a conta, este mês a OMS recomendou que a quantidade diária de açúcar seja reduzida à metade: em vez de 10% das calorias totais, que sejam 5%.
Uma pesquisa publicada na revista “Hypertension” mostrou que as crianças estão comendo sal demais — 3,75 gramas, 0,75 gramas a mais que o aconselhável — principalmente de cereais e pães.
Por aqui, o Ministério da Saúde já assinou quatro acordos de redução do teor de sódio nos alimentos industrializados para chegar à meta de diminuir 68% em quatro anos.
A composição do carrinho de supermercado terá que mudar.
Mas como?
Para a nutricionista Bia Rique, chefe de nutrição da enfermaria de cirurgia plástica da Santa Casa de Misericórdia do Rio, o importante é prestar atenção aos outros nomes do açúcar, os xaropes, dextrose, maltose e concentrados.
Com muito mais açúcar, essas opções são usadas para conservar e adoçar industrializados, mas elevam a glicose no sangue.
E optar por uma alimentação natural, com menos processados.
O endocrinologista Amélio Godoy Matos, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem), vai além: ninguém precisa de açúcar.
— O açúcar é caloria vazia (sem nutrientes) que não tem necessidade na vida de ninguém, o corpo pode tirar açúcar de outros carboidratos, mas é claro que o consumo de açúcar tem a ver com prazer — diz ele.
No organismo, o açúcar se transforma em glicose, eleva a insulina e aumenta a síntese de energia.
No rastro, afeta os radicais livres, os famosos oxidantes responsáveis pelo envelhecimento.
— Quanto menos a pessoa acionar essa cadeia, menos inflamação do sistema vascular e menos envelhecimento celular; mas não é só o açúcar, é o carboidrato que também tem que ser eventual — explica Godoy, ressaltando que há hoje uma “antipropaganda” em relação aos adoçantes.
— Ninguém toma dose tóxica porque isso seria o equivalente a 200 ml por dia.
O consumo diário recomendado de adoçante varia conforme peso, idade e comorbidades do paciente, segundo a endocrinologista Isabela Bussade.
Para sacarina, 5mg/kg; estévia, 5,5mg/kg; ciclamato, 11mg/kg; e aspartame, 40mg/ kg.
E podem ser usados até por crianças, sendo sucralose, estévia e aspartame considerados mais saudáveis.
— É claro que ninguém vai indicar adoçante para criança (a não ser por diabetes ou obesidade), porque ela tem que aprender a comer porções regulares de açúcar, mas é uma medida educativa, porque não teria problema.
Os adoçantes são comercializados há mais de 25 anos sem nenhuma doença grave associada — explica.
No ano 2000, a FDA, agência que regulamenta alimentos e medicamentos nos EUA, retirou a sacarina da lista de carcinogênicos e, de todos esses, a stevia, que é de origem vegetal, não é aprovada pela FDA por falta de estudos.
O aspartame tem risco para fenilcetonúricos, mas não há evidências científicas que comprovem as reações de cefaleia, convulsões e distúrbios cognitivos relacionadas à substância.
Quanto ao sal, os especialistas consideram a redução importante, principalmente para hipertensos, com a ressalva de que, ao contrário do açúcar, o sal tem uma função vascular.

18 de março de 2014