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Dietas da proteína em xeque

14 de março de 2014

Fonte: Folha de S. Paulo
Autor: MARIANA VERSOLATO e MONIQUE OLIVEIRA

Um novo estudo acendeu um sinal de alerta contra o alto consumo de proteínas e, de quebra, contra as dietas que recomendam esse tipo de alimentação, como Dukan, Paleolítica e Atkins.
A pesquisa, publicada na revista científica “Cell Metabolism”, analisou dados da alimentação diária de mais de 6.000 americanos com mais de 50 anos, acompanhados durante 18 anos.
A conclusão: para as pessoas entre 50 e 65 anos, o consumo alto de proteínas de origem animal (correspondentes a 20% ou mais das calorias diárias, ou cerca de 400 g de carne para um adulto que consome 2.000 calorias por dia) quadruplica o risco de morte por câncer em comparação com o consumo baixo de proteínas (menos de 10% das calorias diárias).
O ideal, segundo especialistas, é entre 10% e 12%.
O consumo alto e moderado de proteínas também aumentou o risco de complicações e mortes por diabetes.
A associação entre o excesso de proteínas e o risco maior de morte só foi observada com o consumo de proteínas de origem animal analisando apenas o consumo de proteínas de origem vegetal, não houve risco maior de morte.
Curiosamente, entre os que tinham mais de 66 anos, o consumo maior de proteínas foi protetor em relação a mortes por causas variadas, incluindo o câncer porque ajuda a prevenir a perda de peso decorrente da velhice.
Atletas ou pessoas que precisam recuperar peso, como pacientes oncológicos, também podem se beneficiar de uma dose extra de proteína.
O quadro é diferente para quem usa o excesso de proteínas para emagrecer. Dietas que pregam um consumo alto de proteínas são repaginadas e entram na moda desde os anos 1970, quando o americano Roberto Atkins fez sucesso em todo o mundo recomendando um alto consumo de proteínas e gorduras.
Essas dietas indicam quantidade de proteínas similar à consumida pelo grupo de maior risco do estudo 20% ou mais das calorias diárias.
O endocrinologista Bruno Geloneze, da Unicamp, afirma que, apesar de as dietas serem feitas por um período mais curto do que o do estudo, é plausível pensar que seu efeito também seja deletério a longo prazo. “Esse radicalismo tende a começar cedo e a se repetir pela vida.”
A dieta da vez é a do médico francês Pierre Dukan. O programa on-line da dieta já foi procurado por 1,8 milhão de brasileiros desde 2012.
Segundo a Fundação Internacional de Informação para Alimentos, 50% dos consumidores estão interessados em adicionar mais proteína em suas dietas e 37% acreditam que o composto emagrece.
A explicação do sucesso desse tipo de dieta é simples: o consumo de proteínas traz saciedade e a perda de peso ocorre no curto prazo por conta da restrição calórica.
“Mas não há evidências de emagrecimento a longo prazo”, diz Ricardo Cohen, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica.
Outras pesquisas já mostraram a relação entre a carne de origem animal, principalmente a processada, e o câncer. A literatura médica registra que o consumo elevado de carne processada pode elevar em 35% a incidência de câncer de intestino.
A explicação é que a maior quantidade de proteínas aumenta o nível de fator de crescimento semelhante a insulina, que reflete a ação do hormônio de crescimento, ligado a alguns tipos de câncer.
Especialistas dizem que a dieta hiperproteica pode até deflagrar um processo inflamatório que levaria ao aumento de peso mais tarde.
Esse ganho de peso se dá porque a proteína, quando é transformada em glicose no fígado, sobrecarrega o órgão, desestabiliza hormônios e todo o processo de absorção dos alimentos.
Ricardo Cohen lembra que a dieta balanceada ainda é a melhor alternativa, mesmo entre obesos. “Sempre que há excesso de algum nutriente em detrimento de outro, o corpo reage negativamente”, diz o nutrólogo Celso Cukier.

Fonte: RCM PHARMA

Três semanas após começar a trabalhar na Johnson & Johnson (J&J), Peter Lebowitz assumiu a sua primeira grande missão como director de I&D: ir à Califórnia para avaliar um medicamento promissor contra o cancro, conta o The Wall Street Journal.

Ali, ele examinou detalhadamente a nova droga durante três dias. No voo de volta para a Costa Leste, ele enviou um e-mail para alertar o chefe: a J&J deve fazer todo o possível para incluir o medicamento no seu portefólio antes que um concorrente o faça.

Lebowitz e outros cientistas de farmacêuticas desempenham um papel cada vez mais vital como caçadores de novos medicamentos desenvolvidos fora dos seus laboratórios, com a meta de renovar a linha de produtos.

A rivalidade nessa busca pode ser bem acirrada. Após a visita de Lebowitz, em 2011, ele e os executivos da J&J fizeram várias viagens à empresa californiana que desenvolveu o medicamento para criar laços pessoais que pudessem influenciar um acordo. No fim daquele ano, a J&J tinha superado concorrentes como a Novartis para comprar os direitos da droga.

O medicamento contra o cancro está entre as aquisições externas que ajudaram a J&J a revigorar o seu portefólio. Os reguladores aprovaram em 2013 a versão J&J do medicamento, que recebeu o nome de Imbruvica®, usado no combate de um tipo raro de linfoma. No mês passado, ele também foi aprovado para tratar um tipo de leucemia. O J.P. Morgan estima que a droga possa gerar 1,3 mil milhões de dólares em receita para a multinacional norte-americana em 2017.

A forma como a J&J e Lebowitz recrutaram o laboratório californiano Pharmacyclics Inc. reflecte uma mudança em como as grandes farmacêuticas estão a descobrir novos produtos. No passado, elas preferiam desenvolver medicamentos internamente. Mas encontrar novas formas de combater doenças resistentes, como diabetes e Alzheimer, por exemplo, tem-se mostrado mais difícil que o imaginado, o que gera muitos fracassos de drogas experimentais a um custo alto.

Por essa razão, as farmacêuticas estão a olhar além dos seus laboratórios, na esperança de encontrar novos medicamentos viáveis de forma mais rápida. “Não importa quão boa a sua organização é em pesquisa […], o melhor trabalho está sempre a acontecer noutro lugar”, diz Roger Perlmutter, chefe de investigação da MSD. O ideal “é poder beneficiar daquele trabalho que está a ser feito lá fora”.

Essa mudança criou uma geração de cientistas que também se envolvem com negócios, como é o caso de Lebowitz, que hoje é chefe de investigação e desenvolvimento (I&D) da J&J. Eles não só têm a responsabilidade de desenvolver medicamentos internamente, mas também de buscar substâncias promissoras em qualquer lugar.

Nos últimos anos, a Novartis, a Roche e outras farmacêuticas têm enviado os seus cientistas a diversos pontos do planeta em busca de novas drogas. Eles examinam minuciosamente as descobertas mais promissoras e o seu desempenho em laboratórios e testes — e, às vezes, participam nas negociações para licenciar os direitos da droga ou a compra da empresa que a desenvolveu.

A Bristol-Myers Squibb e a Sanofi contam com esse tipo de acordo para compor a sua linha de produtos, enquanto a MSD está a reorganizar-se para ampliar a prática. Entre as drogas que estavam em estágio de desenvolvimento em 2012 nas dez maiores farmacêuticas do mundo, 33% foram descobertas fora de casa, segundo a Medtrack, um centro de dados sobre o desenvolvimento de medicamentos. Dez anos antes, essa percentagem era de 16%.

“A ciência tornou-se tão complexa que não podemos ser especialistas em tudo”, diz Christopher Viehbacher, director-presidente da Sanofi, que tem cientistas dedicados especificamente para vasculhar drogas promissoras noutras empresas.

Mas nem sempre os caçadores de medicamentos acertam. Há dois anos, Lebowitz encontrou uma droga contra o cancro que considerou promissora. Mas para a J&J, o preço pedido era demasiado alto, segundo ele, e uma rival venceu a disputa. Em 2009, a J&J pagou 1,5 mil milhões de dólares por uma fatia da Elan Corp. em troca dos direitos de um remédio para a doença Alzheimer. A droga fracassou e a J&J acabou por vender a sua participação na Elan no ano passado. “Avaliar o risco de um medicamento que actua no corpo humano de uma forma que não entendemos completamente porque a biologia é complexa […] torna esses negócios difíceis”, diz.

A J&J mudou a sua abordagem em 2009, quando Paul Stoffels, hoje seu director científico, ajudou a lançar o “Project Playbook”, um plano de avaliação de medicamentos. Em meados dos anos 2000, a J&J viu que alguns dos seus campeões de vendas perderiam a protecção de patente no fim da década. Mas a empresa não tinha novos medicamentos nos seus laboratórios que pudessem substituir a receita que seria perdida.

O “Project Playbook” procurou corrigir isso, levando a J&J a concentrar os seus esforços em algumas poucas doenças, como diabetes, Alzheimer, artrite reumatóide, hepatite C e certos tipos de cancro. A J&J contratou mais especialistas nestas doenças e encorajou os seus pesquisadores a aprender tudo sobre qualquer medicamento em desenvolvimento.

Para cada doença, os pesquisadores compilaram as descobertas num gráfico que, segundo Stoffels, mostrava quais drogas “estavam à nossa frente, atrás de nós e se queríamos trabalhar com elas”. Foi aí que o trabalho de exploração passou a um nível mais avançado. Os cientistas da J&J procurariam conhecer os seus pares nas empresas do gráfico e construir um relacionamento com eles. Às vezes, um cientista da J&J pode manter contacto durante meses — ou até anos — antes de mencionar um potencial acordo.

Em biotecnologia, a discussão sobre dinheiro ocorre como em qualquer outro sector. Mas, com frequência, afirma a J&J, os cientistas e empreendedores que descobriram novos medicamentos e criaram empresas com base nessas descobertas têm uma relação particularmente pessoal com suas criações e querem garantir que elas avançarão no novo lar.

De acordo com a J&J, cerca de 50% do seu portefólio de medicamentos em desenvolvimento veio de fora da empresa. Em 2012, eram apenas 20%. Seis das suas nove novas drogas aprovadas desde 2011 não foram concebidas nos seus laboratórios.

Glenn Novarro, analista da RBC Capital Markets, diz que o Imbruvica® e outros três novos medicamentos aprovados recentemente e que começaram a ser desenvolvidos fora da J&J podem atingir, cada, uma facturação entre 3 mil milhões de dólares e 6 mil milhões de dólares nos anos de pico de vendas.

Fonte: Portal Folha de S. Paulo
Autor: Cláudia Collucci

Segundo a OMS, 70% das mulheres sexualmente ativas entrarão em contato com o HPV em algum momento de suas vidas até os 50 anos.
Isso é fato. Também é fato que muitas mulheres nem vão perceber isso porque não terão sintoma algum. Em geral, o vírus é eliminado espontaneamente pelo organismo dentro de um ano sem o surgimento de sintomas.
Mas o vírus também pode infectar a mucosa cervical ou genital externa e, subsequentemente, causar lesões (as verrugas ou a tal “feridinha no útero”), que serão detectadas no exame de Papanicolaou e cauterizadas, sem maiores problemas.
Quando não tratadas, algumas dessas lesões podem evoluir para câncer. No Brasil, a maior incidência desse tipo de tumor e de mortalidade feminina pela doença se dá na região Norte, pela dificuldade de acesso da população aos meios de diagnóstico e tratamento precoces.
Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a vacina contra HPV tem eficácia comprovada para proteger mulheres que ainda não iniciaram a vida sexual e, por isso, não tiveram nenhum contato com o vírus.
Mas mesmo diante da falta de grandes estudos clínicos voltados para as mulheres adultas, já virou quase unanimidade entre os ginecologistas e infectologistas a necessidade de vaciná-las também contra o HPV.
Várias amigas na faixa dos 30 anos têm recebido indicação dos médicos e gastando até R$ 1.600 em clínicas particulares com a imunização.
Em conversa recente com Jarbas Barbosa, secretário do Ministério da Saúde, ele foi taxativo: “Não há indicação para que mulheres adultas sejam vacinadas contra o HPV. Não há evidência de que mulheres com vida sexual ativa tenham qualquer benefício com a imunização.”
Já os ginecologistas e infectologistas defendem a vacinação. A infectologista Rosana Richtmann se apoia em estudos clínicos que avaliaram mulheres virgens e não virgens que atestam que mesmo que a mulher já tenha tido contato com algum daqueles quatro tipos da vacina, ela estará se protegendo contra os outros três.
Segundo ela, estimativas mostram que somente 0,2% das mulheres tiveram contato com todos os quatro vírus do HPV cobertos pela vacina.
“Sabemos é que nem mesmo o preservativo oferece 100% de segurança. Portanto, a vacina é uma ação complementar a todo o resto”, escreveu ela.
Para Nilma Antas Neves, presidente da comissão de vacinas da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), a prescrição da vacina contra HPV para as mulheres que já iniciaram a atividade sexual deve ser feita, porque elas podem não estar infectadas pelo(s) tipos virais contidos na vacina.
“Muitas mulheres maduras podem se beneficiar, até mesmo após já terem tido infecção por HPV”, afirma a médica.
Segundo ela, embora o objetivo maior da vacinação seja a prevenção do câncer de colo uterino, a vacina contra HPV também tem se mostrado eficaz na prevenção de outros tipos de câncer genital da mulher (vulva, vagina, ânus).
Não vai demorar muito para que a vacina também seja indicada para homens adultos. Para meninos, ela já é aprovada, embora não esteja disponível na rede pública.
Só o tempo vai dizer se a imunização terá um grande impacto em termos de redução de casos de câncer e de mortes (isso nenhum estudo ainda demonstrou) ou ficará na história da medicina como mais uma jogada de marketing da indústria farmacêutica e avalizada pelas sociedades médicas.