Notícias | Drogarias Viva Mais - Part 9
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Fonte: RCM Pharma

É silencioso, agressivo e difícil de detectar: o cancro do ovário (a sétima causa de morte mais frequente no sexo feminino) permanece desconhecido para 75% das mulheres portuguesas, segundo o estudo que a Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) divulgou esta segunda-feira, avança o jornal Público.

No inquérito que a LPCC promoveu através do seu site a mais de 40 mil mulheres, e cujas conclusões foram esta segunda-feira divulgadas, 75% das inquiridas admitiram o seu desconhecimento geral sobre a doença, não descartando a hipótese de este desconhecimento estar na base da elevada taxa de mortalidade evidenciada por esta neoplasia do aparelho reprodutor feminino.

A quase totalidade das inquiridas (97%) admitiram também desconhecer qual a faixa etária com maior risco (a doença aparece mais frequentemente a partir dos 55 anos). Quanto aos sintomas que podem conduzir ao diagnóstico da doença, 52% declararam reconhecê-los, apesar de serem pouco específicos: pressão ou dor abdominal, barriga inchada, sensação de enfartamento, perda de apetite ou prisão de ventre. Não obstante, e admitindo que os sintomas possam ser vagos e silenciosos, cerca de uma em cada quatro mulheres admitiu que falha a consulta anual de ginecologista e 74% disseram não estarem atentas aos sintomas.

De resto, apenas 1% das inquiridas se mostrou preocupada com o cancro do ovário – no caso do cancro da mama, a percentagem subiu para os 64%. “É preciso lembrar que só a vigilância regular da saúde da mulher e um diagnóstico precoce nos permitirão agir atempadamente e tratar com sucesso este tipo de cancro”, sublinhou Deolinda Pereira, oncologista e especialista no tratamento do cancro do ovário, no comunicado divulgado pela LPCC.

O diagnóstico deste tumor é feito com exames físicos e pélvicos, ecografias, TAC e análises ao sangue com um marcador tumoral, as quais poderão ser seguidas de uma biópsia.

Na próxima quinta-feira, em que se assinala o Dia Mundial do Cancro do Ovário, a LPCC vai iniciar uma campanha de informação sobre a patologia cuja incidência tem vindo a aumentar nos países desenvolvidos. Nesse mesmo dia, a LPCC vai reunir com os deputados da Comissão Parlamentar de Saúde.

Por Hester Plumridge e Marta Falconi | The Wall Street Journal

Em 1997, o cientista Se-Jin Lee conseguiu criar “Ratos Possantes”, modificados geneticamente, com o dobro de músculos dos roedores normais. Agora os laboratórios farmacêuticos estão usando essa descoberta para fabricar medicamentos que poderiam ajudar os idosos a voltar a andar e a reconstruir os músculos numa série de doenças.

A Novartis, trabalhando com a firma de biotecnologia MorphoSys, possui a mais avançada dessas drogas. Sanofi, Eli Lilly, GlaxoSmithKline , Pfizer e Atara Biotherapeutics, de capital fechado, também trabalham em medicamentos em estágios mais iniciais. Todos estão em testes em fase inicial ou clínicos e a primeira droga poderia ser aprovada em 2016.

“Estou muito otimista quanto a esses novos medicamentos”, diz Lee, professor de biologia molecular da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, no Estado americano de Maryland, que não participa de nenhum desses testes. “O fato de que [os testes] já avançaram tanto significa, para mim, que [as farmacêuticas] devem ter visto algum efeito.”

A miostatina é uma proteína que ocorre naturalmente e que inibe o crescimento muscular. Os novos medicamentos atuam bloqueando sua ação, ou bloqueando os locais onde ela é detectada no corpo, agindo, potencialmente, na reconstrução muscular.

“Creio que o entusiasmo em relação à miostatina é bem claro”, diz Nathan LeBrasseur, professor e especialista muscular da Clínica Mayo em Rochester, no Estado americano de Minnesota. “Se você perguntar qual é o alvo perfeito para essas drogas, é difícil argumentar contra a miostatina, pois ela é muito específica da musculatura do esqueleto”.

O grande objetivo dessas drogas seria o tratamento dos idosos. Especialistas dizem que a perda de massa muscular e o Alzheimer – o declínio das funções físicas e cognitivas, respectivamente – são as duas principais causas que levam idosos a instituições de cuidados intensivos.

Um dos aspectos mais importantes do envelhecimento é a fragilidade, ou seja, a pessoa desacelera o ritmo e fica mais fraca. “Boa parte disso se deve à força muscular, o que estamos procurando melhorar”, diz Mark Fishman, presidente dos Institutos de Pesquisa Biomédica da Novartis.

A Novartis e a Sanofi estão testando seus medicamentos na perda de massa muscular relacionada ao envelhecimento, a chamada sarcopenia. A Eli Lilly está testando sua droga em pacientes idosos que vão receber próteses de quadril ou se recuperam de uma queda.

“A perda de massa muscular com impacto nas funções representa uma população muitíssimo grande”, diz Bill Evans, especialista em envelhecimento e metabolismo muscular da GlaxoSmithKline. “Meu palpite é que ela pode afetar de 15% a 20% da população com mais de 65 ou 70 anos.”

Mesmo assim há grandes obstáculos para se conseguir a aprovação de um remédio contra a sarcopenia. Os reguladores ainda não definiram a sarcopenia como uma doença, ou seja, não há nenhuma maneira fácil de aprovar um medicamento para tratá-la.

“As pessoas tendem a considerar a perda de massa muscular como apenas um processo inevitável do envelhecimento”, diz Lee.

Os laboratórios farmacêuticos também temem a tarefa hercúlea de recrutar milhares de pacientes idosos – de preferência que não estejam tomando outros medicamentos – para ensaios clínicos de alto custo e vários anos de duração. Outra preocupação é o possível abuso por atletas, fisiculturistas ou aqueles que procuram um elixir antienvelhecimento, mesmo quando não tenham problemas de perda de massa muscular.

As drogas ainda estão a alguma distância de serem aprovadas para tratar pacientes idosos. Mas Lee está ansioso para ver qualquer aplicação médica para a sua descoberta, depois de uma série de fracassos de medicamentos para a miostatina, no fim dos anos 2000.

A Wyeth, que agora faz parte da Pfizer, e a farmacêutica britânica Shire, em parceria com a Acceleron Pharma, interromperam remédios de miostatina em desenvolvimento para a distrofia muscular. Alguns pacientes dos ensaios da Shire apresentaram sangramento no nariz e nas gengivas. Testes planejados pela Amgen e outras também foram interrompidos.

As drogas de miostatina tiveram um “mau começo”, diz LeBrasseur. Os novos tratamentos funcionam de forma ligeiramente diferente. As esperanças para a BYM338, o medicamento da Novartis, agora são elevadas. Analistas estimam que as vendas anuais possam chegar a US$ 4,9 bilhões, segundo estudo da consultoria Defined Health, citado pela MorphoSys. A estimativa de analistas do J.P. Morgan é de cerca de US$ 3,4 bilhões.

O teste mais avançado da BYM338 é em pacientes com uma doença rara de degeneração muscular chamada miosite esporádica por corpos de inclusão (s-IBM na sigla em inglês). Nos ensaios, os pacientes apresentaram pequeno aumento no volume dos músculos da coxa, e conseguiram caminhar mais que os que tomaram placebo, embora os efeitos tenham desaparecido após o tratamento.

A BYM338 está agora nos estágios finais de testes clínicos da doença, com dados de outro ensaio esperados para fins de 2015.

Os medicamentos de miostatina também estão sendo testados para a perda de massa muscular causada por uma síndrome crônica associada à perda de peso e atrofia muscular chamada caquexia. Esse seria um mercado muito maior.

Segundo estimativas, a caquexia é responsável por quase um terço das mortes por câncer, e também leva à morte pacientes com tuberculose, doenças cardíacas e pulmonares. Os atuais tratamentos para estimular o apetite nem sempre são eficazes, e os esteroides podem ter efeitos colaterais danosos.

Outros acreditam que no futuro as drogas podem ser usadas até para tratar a obesidade e a diabetes tipo 2, já que construir mais massa muscular resulta numa área de armazenamento maior para os açúcares, que de outra forma poderiam se acumular no fígado ou no pâncreas.

Fonte: RCM Pharma

Os bebés amamentados por mais de três meses têm menos probabilidade de desenvolverem doenças cardiovasculares na idade adulta, conclui um estudo publicado esta quarta-feira, avança a agência Lusa, citada pelo SAPO Saúde.

Investigadores norte-americanos estudaram 7.000 jovens adultos e descobriram uma “ligação significativa” entre um aleitamento materno de curta duração ou baixo peso à nascença e níveis elevados de proteína C reativa (CRP), associados a um risco acrescido de doenças cardiovasculares.

A CRP é uma proteína sintetizada principalmente pelo fígado e tem um papel importante nas reações inflamatórias.

“Um aleitamento de três a 12 meses está ligado a uma baixa concentração sanguínea de CRP, da ordem de 20 a 30% por comparação às pessoas que não foram amamentadas”, escrevem os investigadores da Universidade Northwestern, em Evanston, Illinois, no estudo, publicado pela revista Proceedings of the Royal Society B.

Segundo o estudo, os efeitos do aleitamento são “idênticos ou superiores” aos dos medicamentos na redução dos níveis de CRP nos jovens adultos.

O estudo concluiu também que os bebés que nascem com baixo peso têm maiores níveis de CRP em adultos.

“Bebés com mais peso à nascença e bebés que são amamentados por períodos mais longos terão níveis mais baixos de inflamação em adultos, e isso reduzirá o seu risco de ataque cardíaco e de outras doenças da idade”, disse Thomas McDade, professor de antropologia na Universidade de Northwestern e líder do estudo.

O investigador admite que não se sabe o motivo desta ligação, mas os cientistas suspeitam que há alguma coisa no leite materno que melhora o sistema imunitário.

O estudo foi realizado junto de jovens adultos de 24 a 32 anos, originários de diferentes meios sociais e incluiu irmãos em que um foi amamentado e outro não, para eliminar o impacto socioeconómico.

O aleitamento exclusivo até aos seis meses é recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que o apresenta como “um dos meios mais eficazes” de assegurar a saúde e a sobrevivência da criança.

Apesar disso, a organização reconhece que menos de 40% dos bebés no mundo beneficiam do aleitamento atualmente.